Chatbot Nossa Escola

Atualizado: há 18 horas

Por Vânia de Oliveira Alves


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Faça um breve resumo da sua ideia


Um chatbot dentro do Whatsapp em que o familiar informa a idade/série da criança e passa a receber e interagir com informações, em linguagem simples, sobre como ajudar essa criança em casa nos estudos. Facilitando, assim, a compreensão do que "se espera" dessa criança naquela idade/série/bimestre e também sugerindo boas práticas que podem ser conduzidas em casa para dar suporte à escolarização, mesmo se os familiares tiverem baixa ou nenhuma escolarização.


Quais recursos seriam necessários para implementar a sua ideia? Descreva de forma geral os recursos financeiros, humanos e tecnológicos.


Recursos humanos: (não necessariamente uma pessoa por função, aqui tentei só descrever "tarefas" desse projeto)


-alguém dedicado a simplificar a linguagem da escola (poderia focar primeiro em uma série/bimestre, ex: 5º ano/1º bimestre: o que é essencial e que um responsável por um estudante do 5º ano não pode deixar de saber no 1º bimestre?).

- alguém dedicado à criação do código do bot.

- alguém mais focado no diálogo do bot, em como torná-lo mais atrativo/interessante.

Recursos tecnológicos:


- Multisac (é um chatbot personalizável, mas eu não tenho certeza se ele é personalizável na medida em que esse projeto demanda, ou se seria preciso programar "do zero" um bot em C, Python, etc).

- Mapas de foco da BNCC do Instituto Reúna (acho que a plataforma dos mapas de foco é um bom material de partida para começar o trabalho de simplificar a linguagem para as famílias.

Recursos financeiros


- De compra/manutenção do programa, se for o caso

- Custo com profissionais envolvidos


Como surgiu a sua ideia? Ela é inspirada em alguma vivência sua ou em outras iniciativas existentes?


A ideia surgiu durante uma seção de ideação com a equipe do Catálise, a partir do desejo de fazer escola e família "falarem a mesma língua". Ou seja: por um lado, fazer que responsáveis entendam os objetivos pedagógicos que a escola tem para aquela idade/série em que a criança/adolescente está matriculada, tornando mais palpável como é possível ajudar essa criança em casa. Por outro, fazer sem que os responsáveis tenham um canal ágil e prático e se sintam à vontade para compartilhar coisas que são importantes ou necessárias para eles (ex: busca de emprego, divulgar festas da comunidade, etc) e também colaborar com a escola (num dia de pintura, de conserta de portas, de organização dos livros, livros, etc). Um canal mais horizontal e menos formal do que as agendas online que já existem (eu li sobre a iniciativa Agenda Edu, que vai um pouco nessa linha, mas ainda é mais na lógica de uma escola que "passa recados" apenas). E que seja um canal que esteja à mão sempre que necessário, e que não requeira ainda mais desgaste dessas pessoas (mais deslocamentos, instalar mais aplicativos, enfim). Em relação ao chatbot, eu trabalho dentro de um, mas como desenvolvedora de conteúdo, não na questão do algoritmo dele em si.


É o Aprendizap, que envia aulas gratuitamente por Whatsapp para crianças do 6º ao 9º do fundamental. Então, eu faço as aulas de inglês para esse bot, mas eu não tinha conectado essas coisas, foi mais um insight do Tomaz no encontro do dia 8/set que abriu essa possibilidade. Tem também um app de saúde mental que eu gosto bastante, chamado Anna, ele permite que você personalize como vai ser chamado pelo bot (as minhas notificações vem "Oi Van", parece um amigo conversando) e que também vá interagindo com os conteúdos (aparecem alguns emojis ou expressões curtas na tela: Entendi!, Não sei..., Será?, para você clicar, ou ainda pequenos campos para digitar uma palavra que resume o que você entendeu/sentiu).


Já sobre a Linguagem Simples, eu conheci esse termo com o Bruno nesse mesmo dia, e fui dar uma pesquisada sobre isso. Encontrei o Iris Lab Gov e uma rede, ainda em desenvolvimento, que quer "traduzir" a linguagem do setor público para mais pessoas. E eu acho que traduzir a linguagem escolar está bem dentro desse escopo (ex: como uma pessoa leiga e sem formação escolar avançada pode entender melhor o que é BNCC, habilidades, competências, etc, para ajudar o sobrinho ou a neta a estudar em casa).


E eu acredito de verdade que as pessoas querem participar mais da vida escolar dos filhos, mas que elas não conseguem entender a linguagem da escola, e muito menos administrar os compromissos pessoais com as demandas que a escola geralmente impõe (ex: uma reunião presencial numa terça-feira às 14horas, com entrega de relatório/sondagem sobre o aluno, em "pedagogês").


Como a sua ideia ajuda famílias vulneráveis a acompanhar melhor a vida escolar de seus filhos? Como ela impacta o acompanhamento da vida escolar de alunos mais velhos?


Eu acho que esse canal de comunicação consegue simbolizar a presença da escola na vida cotidiana dessas famílias, ali no Whatsapp, numa ferramenta que a pessoa já usa, entende como funciona. Porque é muito complexo imaginar a cena de um familiar indo na secretaria da escola e perguntando "como ajudo meu filho?", sabe? Eu acho que a escola é pensada para a questão mais "burocrática" do funcionamento (ex: emitir um histórico, fazer uma rematrícula, receber um atestado) do que treinada para acolher e dar esse tipo de resposta. Além disso, há a sobrecarga de tarefas (já que todas essas tarefas "burocráticas" que mencionei são igualmente necessárias para a escola "rodar"). Acaba que uma família vulnerável só chega na escola (se chega) em situações como: advertências, suspensões, numa posição que já não é tão propícia ao diálogo.


Quanto aos alunos mais velhos, do final do Fund. II e Médio, eu sinto que eles já carregam responsabilidades grandes no cuidado com irmãos e na necessidade de "ser um adulto" antes do tempo. Por isso, perceber que o responsável "está ali", que está sabendo o que se passa na escola, que continua se importando com ele, pode ser um estímulo importante para a persistência e a escolarização desse jovem.


Como seria a relação entre a escola e a família se a sua ideia fosse implementada com sucesso?


Acho que a comunicação ficaria mais clara (ou começaria de fato a acontecer), e que isso tiraria um peso muito grande das escolas. Imagino que as tentativas ineficazes de engajamento com as famílias (ex: reuniões presenciais com baixa participação, tarefas de casa que não feitas, livros emprestados que nunca voltam) são muito frustrantes e reforçam pensamentos de que "não vale a pena" ou de que "não tem jeito". E são frustrantes também para as famílias e as crianças. Principalmente pensando na maioria de famílias que não concluiu o Ensino Fundamental e Médio, ou que teve uma experiência pessoal de escolarização muito negativa, ver esse cenário se repetindo com os filhos pode ser muito doloroso. E a criança, no meio desses desencontros, pode internalizar que os recorrentes "fracassos" na escola sejam uma "culpa" ou "incapacidade" dela. Por isso, eu acredito que estabelecer uma comunicação verdadeira é fundamental para essa nova relação.


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