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Conheça as 5 propostas finalistas do Desafio da Rede de Líderes

Atualizado: 22 de set. de 2021

O Desafio da Rede de Líderes Fundação Lemann está chegando ao final de sua Segunda Etapa! Lançado em janeiro de 2021 com o objetivo de reduzir desigualdades ampliadas pela pandemia de Covid-19 no Brasil, o edital recebeu 23 propostas enviadas por mais de 90 líderes. Depois de serem submetidas a uma banca avaliadora, 5 soluções finalistas (listadas abaixo) foram selecionadas para a Segunda Etapa, também chamada de etapa de desenvolvimento. Nesta fase, os finalistas receberam R$ 100 mil para desenvolver suas soluções. De 10/05 a 23/08, os líderes dessas equipes receberam mentorias quinzenais e foram incentivados a prototipar suas soluções. O objetivo foi testar a aplicabilidade das soluções com usuários reais, assim como mapear riscos a tempo de adequar o projeto para corrigi-los.

Além disso, no dia 30/07 os finalistas foram submetidos a uma Banca de

Orientação, em que apresentaram o pitch de suas soluções para cinco membros da Rede de Líderes com diferentes perfis. Na ocasião, tiveram a oportunidade de testar suas apresentações e receber feedbacks altamente qualificados sobre suas propostas, a fim de amadurecê-las.


Após a Segunda Etapa, as propostas dos 5 grupos finalistas serão avaliadas para

que uma delas seja selecionada como vencedora, recebendo o aporte de R$ 1

milhão para ser escalada. Confira abaixo um breve resumo de cada uma das propostas.

Bootcamp de carreiras climáticas

Líderes proponentes: Cassia Oliveira Moraes, Kátia Schweickardt, Jósimo da Costa Constant, Renata de Andrade Leal e Joana de Barros Amaral. Temática: empregabilidade, juventude e mudança do clima.


Resumo da proposta: Os jovens enfrentam barreiras adicionais para assegurar emprego e segurança econômica, ao mesmo tempo em que enfrentam futuros incertos devido aos impactos da crise climática. Se a colocação profissional já era mais difícil para jovens, a pandemia do COVID-19 piorou ainda mais esse cenário: No Brasil, a taxa de desemprego neste grupo subiu de 27,7% no primeiro trimestre para 38,8% no terceiro trimestre, segundo a consultoria LCA. São 7,9 milhões de pessoas de 14 a 25 anos em busca de trabalho.


Com o agravamento da pandemia, pensamos em uma iniciativa que acelere a (re)qualificação profissional dos jovens (18-30 anos) em atividades ligadas à recuperação sustentável do Brasil através de bootcamps que incluam treinamento e acesso a vagas em organizações ou aceleradoras parceiras.

Mapa de risco municipal para doenças crônicas

Líderes proponentes: Isabel Bichucher Opice, Maria Lucielle Silva Laurentino, Rebeca Freitas, Thais Junqueira e Mario Sérgio Adolfi Júnior. Temática: saúde pública


Resumo da proposta: Um morador de um bairro rico de São Paulo vive 23 anos a mais que um da periferia. Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) estão por trás desta desigualdade: 95 milhões de brasileiros sofrem de ao menos uma DCNT, os mais atingidos são os mais vulneráveis. A mortalidade prematura atribuível a DCNTs é 163% mais alta em bairros pobres do que ricos. Isso se dá por conta da baixa resolutividade da atenção primária do SUS, do qual dependem mais de 150 milhões de brasileiros, os mais vulneráveis.


Vamos desenvolver mapas de risco com dados epidemiológicos, de vulnerabilidade social e do território, para aumentar a resolutividade da atenção primária de saúde. Eles serão usados por equipes de saúde da família para a focalização dos serviços e a customização do atendimento de acordo com as DCNTs mais prevalentes no território, gerando eficiência de recursos e o acompanhamento das ações da Estratégia de Saúde da Família (ESF). As DCNTs são uma escolha estratégica devido a sua predominância. Com o uso de mapas, as ações da atenção básica para mitigá-las ficam mais precisas e resolutivas.


Programa de Decolagem


Líderes proponentes: Nina Rentel Scheliga, Mirella Domenich, Guilherme Lichand e Eduardo Lyra. Temática: Combate á pobreza a partir de desenvolvimento multidimensional de famílias de favelas de todo Brasil.


Resumo da proposta: Combate à pobreza a partir do desenvolvimento multidimensional de famílias residentes em favelas de todo Brasil. A pandemia aprofundou a pobreza e as desigualdades, com impactos multidimensionais sobre a população mais vulnerável, de perda de rendimento até retrocessos no acesso a direitos humanos fundamentais, como saúde e educação. Segundo pesquisa do IGF (Instituto Gerando Falcões), 40% das famílias residentes de favelas no Brasil perderam a maior parte da renda neste período e 76% delas afirmam que não têm renda o suficiente para garantir o seu sustento.


O Programa Decolagem é uma tecnologia social de graduação da pobreza, por meio de uma abordagem multidimensional (habitação, saúde, renda, assistência socio-jurídica, educação, meio ambiente, esporte, cultura e lazer, participação política) e intersetorial (integração de serviços públicos e não-governamentais de um território). ‘Graduação’ significa a emancipação das famílias da situação de pobreza, mesmo diante de novos choques econômicos.


Serviços emergenciais para mães solo na pandemia


Líderes proponentes: Talita Nascimento, Carolina Morais Araújo e Danilo Carvalho Moura. Temática: apoio às mães solo durante a pandemia focado na reinserção no mercado de trabalho.

Resumo da proposta: Na pandemia, as desigualdades de gênero têm crescido: 50% das mulheres brasileiras passaram a cuidar de alguém, e 41% afirmaram trabalhar mais na quarentena. O desemprego aumentou: 8,5 mi de mulheres deixaram o mercado de trabalho no 3º tri de 2020, e a taxa de participação feminina está em 45,8% - a menor em 30 anos (IBGE). Mães solo (11,5 mi), na base da pirâmide, têm sido ainda mais afetadas - 63% das casas chefiadas por mulheres negras estão abaixo da linha da pobreza. Propomos um pacote de serviços essenciais presenciais em um único espaço físico, direcionado a mães solo, de apoio emergencial. A recomendação por serviços presenciais deve-se a: 1) Proximidade com a casa, o que facilita deslocamentos e permite o desenvolvimento de maior coesão comunitária; 2) Suprir carência de infraestrutura, conectividade e suporte profissional, permitindo o direcionamento para os serviços mais urgentes. Os serviços abrangem: a) Mercado de trabalho: apoio à busca por emprego (CV, entrevistas, match com vagas existentes); b) Cuidado infantil: monitoramento de crianças para que mães realizem atividades essenciais; c) Saúde mental: serviço de assistência social (apoio psicológico e direcionamento a programas existentes).


Tecnologia para tratamentos contínuos na Saúde Pública

Líderes proponentes: Caroline Rozendo Xavier dos Santos, Ana Luiza Gibertoni Cruz e Iago Bueno Bojczuk Camargo. Temática: saúde pública e tecnologia


Resumo da proposta: A oferta insuficiente e desigual de serviços de saúde públicos e especializados, incluindo programas de reabilitação, deixa grande parte da população desassistida. Além da perda de vidas, a Covid-19 traz, para um número significativo dos infectados, problemas persistentes em múltiplos órgãos e/ou exacerbação de condições crônicas. O aumento da pressão sobre o SUS inviabiliza o cuidado qualificado destas pessoas e prejudica a aderência ao tratamento de condições que requerem acompanhamento.


Temos como objetivo ampliar o acesso a novas tecnologias para monitoramento de condições crônicas pré-existentes ou exacerbadas pela Covid-19, reduzindo assim o déficit e a desigualdade regional na oferta de serviços de saúde. Nossa solução integra biossensores, inteligência artificial e telemedicina para acompanhamento ininterrupto remoto entre consultas clínicas.



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